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Universidade no exterior: O que você precisa saber para fazer faculdade fora do Brasil

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Por Aline Pavaneli e Letícia Paris, G1 PR — Curitiba

Famílias investem em estudo dos filhos fora do Brasil
Meio Dia Paraná – Curitiba
Famílias investem em estudo dos filhos fora do Brasil

Famílias investem em estudo dos filhos fora do Brasil

Cursar uma graduação, um mestrado ou doutorado no exterior tem se tornado um sonho mais próximo e até uma opção economicamente mais viável em relação a cursos de universidades brasileiras, segundo especialistas em intercâmbio.

O agente de intercâmbio Diogo Rodrigues, de Curitiba, que trabalha para uma empresa que encaminha estudantes a universidades de 17 países, conta que é necessário planejamento e pesquisa para estudar fora.

“A graduação no exterior é o 4º produto mais vendido entre agências de intercâmbio. Qualquer pessoa que vai para uma universidade quer entrar no mercado de trabalho. Que instituições podem me auxiliar neste processo?”, ressalta.

Ele ressalta que, em muitos casos, os cursos no exterior podem chegar a custar até oito vezes menos do que no Brasil, como é o caso da Áustria, por exemplo.

As opções chamaram a atenção de mais brasileiros no último ano. Conforme uma pesquisa encomendada pela Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta), a procura por cursos de graduação no exterior subiu 37%, em 2018.

Foram 50,4 mil estudantes para universidades estrangeiras no ano, de acordo com o levantamento.

Especialistas comentam o que você precisa saber para fazer faculdade fora do Brasil — Foto: Reprodução/RPCEspecialistas comentam o que você precisa saber para fazer faculdade fora do Brasil — Foto: Reprodução/RPC

Especialistas comentam o que você precisa saber para fazer faculdade fora do Brasil — Foto: Reprodução/RPC

Veja, abaixo, o que você precisa saber para estudar no exterior:

Buscar informações

O primeiro passo é buscar informações sobre as universidades e os países de interesse. Segundo Diogo Rodrigues, como há muita informação disponível na internet e muitos pontos importantes a se decidir na escolha de uma universidade, as agências de intercâmbio são o melhor caminho para estudantes e familiares que participam da escolha.

Bianca Gardim, representante de um grupo de universidades americanas que oferecem vagas para brasileiros por meio de agências, comenta que cada universidade oferece estrutura diferenciada.

Cabe ao aluno avaliar cada opção para escolher a instituição estrangeira com melhor estrutura para a área que deseja trabalhar.

“Os EUA têm mais de quatro mil universidades, são muitas opções. Então, é importante filtrar, pesquisar, entender o perfil acadêmico que você deseja e possui, avaliar o quanto pode investir”, conta Bianca.

Na escolha da agência de intercâmbio que irá ajudar na pesquisa, é importante buscar uma empresa que tenha representatividade junto às universidades estrangeiras, o que pode facilitar o caminho para conseguir uma vaga.

“É uma pesquisa muito árdua. É um projeto que você pode fazer sozinho mas é muita coisa a se definir e buscar. As agências ajudam o estudante a encontrar e se candidatar corretamente para conseguir um serviço de qualidade”, ressalta Diogo.

Escolha da universidade

Ao pesquisar sobre as universidades às quais deseja se candidatar, o estudante deve se atentar às possibilidades de experiências e estrutura que elas oferecem. Também é importante verificar quais são os processos de seleção, quando começam e quando terminam.

Eventos de intercâmbio no exterior são uma boa oportunidade de aproximação com a realidade das instituições, com profissionais de recrutamento e outros estudantes que podem ser boas fontes para trocar experiências e dúvidas.

“Se o aluno tem alguma instituição com a qual se encantou ou que é referência na área em que ele deseja atuar, é importante entrar em contato, saber qual é o custo, que oportunidades essa universidade oferece que podem ser diferencial”, diz Diogo.

O candidato também precisa pesquisar sobre o país para o qual deseja ir, estilos de vida na região e suas peculiaridades. Conhecer o idioma usado pelos moradores locais também é importante.

Gastos e documentação

Ainda de acordo com os especialistas, pensar no dinheiro a ser investido é considerar não apenas o custo da instituição, do curso. Outros gastos precisam ser incluídos, como acomodação/moradia, alimentação, gastos com documentos para o intercâmbio, visto.

G1

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