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Encantos da Áustria parte 1 – Salzburg

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Rumo a Salzburg, Áustria!

Do lago di Garda (veja o post anterior aqui) o caminho é fácil e relativamente rápido. Pegamos o carro e entramos na autoestrada que corta a região do Trentino Alto Adige, uma parte da Itália que já foi disputada pelos austríacos e que, surpreendentemente, fala mais alemão do que italiano. Até as placas de orientação nas cidades são bilíngues. Aliás, o próprio nome das cidades é duplo, como Brennero/Brenner ou Bolzano/Bozen. Na autoestrada, vamos passando por lugares de sonho, que só vemos nos filmes.

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Cidadezinhas tirolesas em meio a montanhas altíssimas, formando um desfiladeiro onde corre o rio formado pelo degelo das neves alpinas. Por todo lado, paisagens de casinhas e igrejinhas e no topo das montanhas a neve que perdura em pleno verão. Um espetáculo.

Chegamos!

Salzburg, a cidade onde nasceu Mozart, é uma joia das montanhas, cheia de história e cultura. Já na chegada, o hotel foi uma ótima surpresa. Localizado dentro do parque Mirabel, o principal da cidade, e com varandas viradas para o verde.

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Elegante e sóbrio, o hotel conta, além da porta principal, com uma entrada exclusiva, vinda do parque, e outra que vem do subsolo, direto do estacionamento público da cidade.

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Uma dica importante: se a sua tarifa não incluir o café da manhã, o hotel pode cobrar até uns 30 euros! Nós atravessamos a rua e tomamos café numa cafeteria maravilhosa, com cappuccino e croissant quentinho por cerca de 5 euros.

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Conhecendo a cidade

Como na maioria das cidades europeias, o passeio é basicamente a pé. O caminho, margeando o rio Salzsach, é lindo demais.

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Também aqui tem essa mania europeia de colocar cadeados nas pontes.

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O principal ponto turístico de Salzburg é o forte que domina a montanha mais alta da cidade, o Festung Hohensalzburg.

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Para visitá-lo, pegamos um plano inclinado radical. A fortaleza é motivo de muito orgulho para os habitantes, que dizem que ela nunca foi invadida. Foi construída pelos bispos que faturavam alto com o imposto sobre o sal. Por isso o nome, Salzburg, cidade do sal. O produto era importante numa época em que não havia meios de conservar os alimentos, principalmente carnes. Não esqueçam do valor do sal, que na época dos romanos chegou a ser usado como pagamento de tropas, daí a palavra “salário”.

Mozart Geburtshaus (ou a casa onde nasceu Mozart)

Descendo, fomos ao modesto apartamento onde nasceu o gênio da música clássica, Wolfgang Amadeus Mozart.

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Quase não há nada que tenha verdadeiramente pertencido à família Mozart, vale pela curiosidade e principalmente pela cozinha, que reproduz o fogão de lenha da época.

Locações de “Noviça Rebelde”

Mas, para mim que sou fã do filme “Noviça Rebelde”, aquele da Julie Andrews cuidando dos 7 filhos do Capitão Von Trapp, nada se compara a passear nas  locações onde a trupe cantou “Do-Re-Mi” e “My Favourite Things”. Está tudo lá: os jardins Mirabel, os anoezinhos de pedra, o Pégaso, a escada da cena do Do-Re-Mi, e a onipresente fortaleza.

Pra quem gosta do filme, tem vários passeios que percorrem os locais mais marcantes.

Um lugar especial

O mais maravilhoso é realmente andar à solta pela cidade, curtir a paisagem, a tranquilidade de caminhar ao longo de um rio limpo, numa sociedade que prima pela valorização do pedestre, do espaço de convivência. Na beira do rio, há um passeio bem largo para os caminhantes e outro para as bicicletas.

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A quantidade de pessoas passeando por ali mostra que a ideia deu certo.

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Não dá pra não pensar em como, no Brasil, os espaços públicos, como ruas, praças, margens de rios e parques, são mal aproveitados. Quem sabe um dia…

 

por Carla Vilhena
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